Saturday, July 01, 2006

23. Balanço

Tratei a solidão como igual.

O deserto também é um lar...
Se as areias resistem,
os ventos nunca destravam tesouros.


Agora compreendo esses medos
sinceros, ranzinzas:
apenas guardam as esquinas da pele.

Sinal verde à conexão com o inconexo,
dentro de cada um um trânsito infinito:
a liberdade do mago,
a dissolvência do ego,
a transmutação da alma.



Faltam auto-escolas ao destino...
Só uma direção firme e suave
para ultrapassar os cômodos limites
da inércia.

Matéria dos ninhos e dos sonhos,
água e ar não se misturam,
transpassam.

Que fale o silêncio.

0 Comments:

Post a Comment

Subscribe to Post Comments [Atom]

<< Home